Autor: Plinio Marcos Tsai
O conceito de missão cristã e sua aplicação contemporânea
A missão é um elemento essencial da Igreja, vejamos uma breve revisão dos elementos fundamentais da Aula 1, e que tem como elemento caracterizador o ser sinal e instrumento da salvação cristocêntrica para toda a humanidade. Esse conceito fundamenta-se na tradição bíblica e teológica, sendo no Antigo/Primeiro Testamento uma noção lógica de envio que está presente na vocação profética (p. ex.: Ex 3,10; Jr 1,7) e na esperança de conversão das nações ao Deus único (p. ex.: Is 2,1ss; 19,21-25). No Segundo/Novo Testamento, a noção lógica é de que Jesus é o próprio Deus que vem ao mundo, adentrando o espaço e o tempo da sua criação, para comunicar a verdade sobre Ele mesmo.
Jesus, com as duas naturezas, humana e divina, faz discípulos e funda uma comunidade específica para a vivência dos seus ensinamentos religiosos, de modo que a mensagem de Deus é sempre realizada em âmbito coletivo (no sentido de não ser possível a sua divulgação e vivência de forma individualista); e seus discípulos também são enviados a propagar a mensagem de que Deus se fez ser humano no fluxo histórico, o tempo e espaço humanos, de acordo com o anúncio dos ensinamentos (interpretados sobretudo no método analógico pelo teólogo Agostinho de Hipona) e que chamamos de Evangelho (Mt 28,19; Mc 3,25s).
Na contemporaneidade, entrando agora no assunto da Aula 2, a missão da Igreja está inserida em um contexto global de pluralismo religioso, crise social e desafios culturais. Por exemplo, o Concílio Vaticano II, por meio do decreto Ad Gentes, reafirmou a necessidade da evangelização, destacando a importância do diálogo inter-religioso e da inculturação da mensagem cristã (Église Catholique, 1966). Paralelamente, a missão se expande para os chamados “seis continentes”, reconhecendo que Europa e América também são territórios missionários, devido ao processo de secularização.
A teologia da missão, ao longo dos séculos, passou por diversas transformações para atender às necessidades emergentes da sociedade e da própria Igreja. A abordagem inicial era estritamente evangelizadora, com foco na conversão de povos que não conheciam o cristianismo. Essa perspectiva mudou significativamente com o avanço dos estudos missiológicos, que passaram a incluir aspectos sociais, políticos e culturais no processo de evangelização.
Atualmente, o conceito de missão vai além da simples conversão, incorporando a ideia de serviço ao próximo, promoção da Justiça Social e construção de um mundo que tem como modelos Direitos Humanos e a crítica ao humanismo antropocêntrico desenvolvido eurocentricamente (resultou em guerras mundiais, com o surgimento, p. ex., do nazismo/fascismo e socialismo revolucionário). Por outro lado, a análise crítica sobre os sistemas políticos e econômicos se faz constante mediante a perspectiva do anúncio de Cristo, com centro nos valores e ensinamentos do Evangelho (retorno as fontes originárias do cristianismo).
Além disso, o contexto contemporâneo impõe desafios adicionais à missão cristã. A secularização crescente das sociedades no mundo (materialismo e cientificismo), a globalização (neoliberalismo) e o aumento do pluralismo religioso (eternalismo e niilismo) exigem que a Igreja repense sua abordagem missionária. A missão precisa ser adaptada para dialogar com uma sociedade pós-moderna, que muitas vezes rejeita dogmatismos e coletivismo (pilares de sustentação da proposta de vivência comunitária), e busca por experiências espirituais mais personalizadas (individualismo e consumismo). Nesse sentido, a Igreja tem procurado desenvolver novas estratégias missionárias que valorizem a autenticidade do testemunho cristão e o engajamento nas questões sociais.
O papel da Igreja no Brasil e na América Latina
Historicamente, a missão cristã na América Latina esteve profundamente ligada às expedições coloniais, em especial pela atuação de ordens religiosas como os jesuítas, que criaram as “reduções” a partir de 1610, buscando proteger os povos indígenas e adaptar a mensagem cristã às culturas locais. Esse movimento já demonstrava uma preocupação com a inculturação da fé (figurismo e acomodação), conceito que se fortaleceu ao longo dos séculos (informações adicionais no final do texto da aula).
A evangelização na América Latina envolveu tanto a imposição da fé cristã pelos colonizadores quanto processos de resistência por parte das populações indígenas, culminando em uma adaptação religiosa (umbanda, candomblé, formas de xamanismo com matriz cristã etc.). A imposição da fé cristã muitas vezes ocorreu de forma violenta, resultando na destruição de culturas e tradições locais. Contudo surgiram iniciativas que procuravam respeitar e dialogar com as realidades culturais dos povos originários.
A ação missionária na América Latina esteve permeada pela tensão entre imposição, resistência e adaptação, algo que ainda hoje influencia a maneira como a Igreja atua no continente.
No século XX, a Teologia da Libertação destacou a dimensão social da evangelização, enfatizando a opção preferencial pelos pobres e a necessidade de transformações estruturais. O Documento de Puebla (1979) consolidou essa abordagem, entendendo a Igreja como defensora da dignidade humana. No Brasil, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) tem um papel central na formulação de diretrizes pastorais voltadas para a evangelização e a promoção da Justiça Cocial (Lienhard, 1998).
Agora, em relação ao nosso país, a missão da Igreja no Brasil tem sido influenciada pelo crescimento das denominações evangélicas, que trouxeram novas abordagens missionárias, muitas delas baseadas no envolvimento direto com as comunidades e na utilização de meios de comunicação de massa para a evangelização. Podemos destacar, neste sentido, o movimento pentecostal que tem desempenhado um papel significativo na redefinição do cenário religioso brasileiro, enfatizando experiências espirituais diretas, curas e dons carismáticos como parte essencial da missão cristã.
Atualmente, observa-se um crescimento das Igrejas evangélicas na América Latina, no Brasil com uma atuação política com centralização no Legislativo, trazendo novas perspectivas missionárias. Enquanto algumas denominações enfatizam a evangelização direta, outras valorizam a assistência social como forma de testemunho cristão (Mehl, 1964). Essa diversidade de abordagens reflete a complexidade do campo missionário na América Latina, onde diferentes tradições cristãs coexistem e, em alguns casos, entram em competição direta por fiéis.
Texto complementar
A Expansão Jesuíta: Comparando os Métodos Missionários na Ásia e na América Latina
A Companhia de Jesus, fundada em 1540 por Inácio de Loyola, foi um dos principais protagonistas da expansão missionária da Igreja Católica durante a Era Moderna. Seus missionários, conhecidos como jesuítas, foram enviados para diferentes partes do mundo com o objetivo de difundir o cristianismo e fortalecer a influência católica em territórios ainda não evangelizados ou disputados com outras confissões cristãs. Embora os jesuítas tenham adotado princípios comuns na evangelização, os métodos utilizados variaram significativamente entre a Ásia e a América Latina, refletindo as diferenças culturais, políticas e sociais dessas regiões.
O Método da Acomodação e o Figurismo na Ásia
Na Ásia, os jesuítas enfrentaram um desafio distinto da evangelização nas colônias americanas: a presença de civilizações altamente desenvolvidas, como a China, a Índia e o Japão, com tradições culturais e religiosas bem protegidas. Diante desse cenário, o método da acomodação, desenvolvido principalmente por Matteo Ricci (1552-1610), tornou-se essencial. Esse método consistia na adaptação da pregação cristã às tradições culturais locais, evitando o confronto direto com os costumes e crenças nativas.
Entre as principais estratégias do método da acomodação temos:
Uso da cultura local: Ricci, na China, vestia-se como um letrado confuciano, estudava os textos clássicos chineses e promovia a compatibilidade entre a doutrina cristã e os valores confucianos.
Figurismo: Um subtipo do método de acomodação, desenvolvido por missionários como Joachim Bouvet, propunha que a teologia cristã estava prefigurada nos textos confucianos, facilitando assim a aceitação do cristianismo pelas elites intelectuais chinesas.
Aproximação das elites: Os jesuítas focavam a conversão da classe dirigente, acreditando que a adoção do cristianismo pela aristocracia e pelos intelectuais levaria, gradualmente, à conversão do povo em geral.
Apesar dos esforços missionários, a Controvérsia dos Ritos Chineses (século XVII-XVIII) gerou tensões entre os jesuítas e a Cúria Romana, levando à proibição do figurismo e da permissão de práticas como os ritos confucianos, culminando na expulsão dos jesuítas da China em 1724.
O Método das Reduções Jesuíticas na América Latina
Na América Latina, os jesuítas enfrentaram um cenário distinto daquela da Ásia. Ao contrário da China e da Índia, onde as sociedades estavam altamente estruturadas e eram resistentes à influência estrangeira, na América os povos indígenas estavam sob domínio colonial, frequentemente explorados pelos europeus. Em resposta, os jesuítas desenvolveram o método das reduções, uma abordagem que combinava evangelização, proteção dos indígenas e formação de comunidades cristãs autônomas.
As reduções eram aldeamentos organizados segundo princípios cristãos, nos quais os indígenas eram instruídos na fé católica, educados em diversas habilidades e protegidos da exploração dos colonos espanhóis e portugueses.
Algumas características importantes do método da redução são:
Autonomia e autogestão: Embora supervisionadas pelos jesuítas, as reduções eram administradas pelos próprios indígenas, o que as tornava um modelo alternativo à colonização tradicional.
Educação e evangelização: Os indígenas aprendiam a ler, escrever e desenvolver ofícios, ao mesmo tempo que recebiam formação cristã.
(3) Incorporação de elementos indígenas: Os jesuítas procuravam adaptar a liturgia e as práticas cristãs às tradições indígenas, garantindo maior aceitação da fé.
O sistema das reduções foi particularmente bem-sucedido no Paraguai, Argentina e Brasil, mas tornou-se alvo de críticas por parte dos colonos, que viam essas comunidades como um entrave à exploração da mão de obra indígena. Em 1767, com a supressão da Companhia de Jesus, os jesuítas foram expulsos das colônias espanholas e portuguesas, levando ao colapso das reduções.
Comparando os Métodos
Embora ambos os métodos tivessem a intenção de facilitar a propagação do cristianismo, algumas diferenças são notáveis:
Público-Alvo: Na Ásia, os jesuítas focaram na conversão das elites; na América Latina, procuraram evangelizar as populações indígenas como um todo.
Adaptação Cultural: O método da acomodação buscava adaptar a fé aos costumes locais sem alterá-los profundamente, enquanto as reduções criaram comunidades estruturadas conforme a doutrina cristã.
Relação com as Autoridades Locais: Na Ásia, os jesuítas tentaram obter aprovação dos governantes; na América, entraram frequentemente em conflito com os colonizadores europeus.
Os jesuítas demonstraram versatilidade ao adaptar suas estratégias missionárias às realidades locais. Enquanto o método da acomodação na Ásia buscava dialogar com culturas altamente organizadas e seculares, as reduções na América Latina procuravam criar comunidades cristãs protegidas da exploração colonial. Ambos os métodos tiveram impactos profundos e duradouros na história da missiologia, oferecendo lições valiosas para a evangelização contemporânea.
Tensões entre evangelização, ação social e diálogo inter-religioso
A relação entre missão, evangelização e compromisso social é um tema central nas discussões missiológicas contemporâneas. A tradição protestante enfatiza a conversão pessoal como eixo da missão (Comitê de Lausanne, 1976), enquanto a perspectiva católica busca integrar a evangelização com a promoção da Justiça Social (Evangelii nuntiandi, 1976).
O Conselho Ecumênico de Igrejas (CEI) promove a ideia de que Deus atua nas transformações sociais, incentivando o engajamento da Igreja nas mudanças estruturais (CEI, 1962) (veja o texto sobre a CEI no final desta aula) . No entanto, setores evangélicos demonstram preocupação de que essa abordagem substitua a evangelização por um ativismo social (Lienhard, 1998). A Declaração de Lausanne (1974) buscou um equilíbrio entre esses elementos, afirmando que evangelização e ação social são inseparáveis.
O diálogo inter-religioso é outro ponto de tensão. O Concílio Vaticano II reconheceu elementos de verdade em outras religiões, mas reafirmou que a salvação plena se encontra em Cristo (Église Catholique, 1966). O CEI também desenvolveu abordagens dialógicas, promovendo cooperação inter-religiosa em questões sociais e éticas, sem comprometer a identidade cristã (CEI, 1982). Apesar desses avanços, alguns grupos evangélicos ainda veem o diálogo inter-religioso com reservas, temendo que ele minimize a necessidade da conversão (Église Catholique, 1966; Comitê de Lausanne, 1989).
Conclusão
A missão cristã continua sendo um desafio teológico e prático. No contexto brasileiro e latino-americano, a Igreja se depara com a necessidade de equilibrar evangelização, compromisso social e diálogo inter-religioso, reafirmando sua identidade enquanto responde às demandas contemporâneas. O debate permanece aberto, evidenciando a complexidade e a riqueza da missiologia na atualidade.
O Conselho Ecumênico de Igrejas (CEI) e seu Papel na Missiologia
O movimento ecumênico é uma das mais significativas expressões do cristianismo contemporâneo, buscando promover a unidade entre as diversas tradições cristãs. Dentro desse contexto, o Conselho Ecumênico de Igrejas (CEI) desempenha um papel central como um dos principais organismos de cooperação entre as igrejas cristãs ao redor do mundo. Fundado em 1948, o CEI tem como objetivo fomentar o diálogo, a cooperação e a ação conjunta das igrejas cristãs em prol da evangelização, da Justiça Social e da paz mundial.
Origens e Formação do Conselho Ecumênico de Igrejas
O Conselho Ecumênico de Igrejas teve suas raízes em diversos movimentos protestantes e ortodoxos do final do século XIX e início do século XX. Um dos marcos iniciais foi a Conferência Missionária de Edimburgo (1910), que reuniu missionários e líderes religiosos para discutir a necessidade de maior cooperação entre as denominações cristãs. Esse evento reforçou a percepção de que a fragmentação do cristianismo dificultava a expansão missionária e a credibilidade do testemunho cristão no mundo.
Após a Primeira Guerra Mundial, os esforços ecumênicos se intensificaram, resultando na criação de dois grandes movimentos:
Movimento Fé e Ordem, focado na convergência doutrinária entre as igrejas cristãs.
Movimento Vida e Ação, dedicado à cooperação social entre as igrejas para enfrentar desafios como pobreza e desigualdade.
Esses dois movimentos se unificaram e, em 1948, o CEI foi oficialmente fundado em Amsterdã, com a participação inicial de 147 igrejas de diferentes tradições cristãs, incluindo ortodoxos, anglicanos, luteranos, reformados e metodistas.
Estrutura e Objetivos do CEI
O CEI não é um órgão internacional que exerce uma autoridade doutrinária sobre suas igrejas-membro. Ele funciona como uma plataforma de cooperação entre as denominações cristãs, promovendo o diálogo teológico, o engajamento social e a missão cristã. Sua estrutura é composta por:
Assembleia Geral: realizada a cada oito anos, é o órgão máximo de decisão, reunindo delegados das igrejas-membro.
Comitê Central: supervisiona o trabalho do CEI entre as assembleias e garante a implementação de suas resoluções.
Secretariado Geral: coordena as atividades cotidianas do Conselho, com sede em Genebra, Suíça.
Os principais objetivos do CEI incluem:
Promover a Unidade Cristã: incentivando o diálogo teológico entre as tradições cristãs e a superação de barreiras históricas.
Apoiar a Evangelização e a Missão Cristã: promovendo iniciativas missionárias conjuntas e incentivando a reflexão missiológica no contexto global.
Engajar-se na Justiça Social e Direitos Humanos: abordando questões como pobreza, racismo, meio ambiente e reconciliação entre povos.
Fomentar o Diálogo Inter-religioso: estabelecendo relações construtivas com outras religiões para promover a paz e o entendimento mútuo.
O Papel do CEI na Missiologia
O CEI tem sido um ator importante no desenvolvimento da missiologia moderna. A sua abordagem missionária não se limita apenas à evangelização. Ela enfatiza o compromisso com a transformação social e a promoção da dignidade humana. Entre suas principais contribuições para a missiologia, destacam-se:
A Missão como Testemunho e Serviço: O CEI entende a missão cristã como um testemunho do amor de Cristo ao mundo, combinando a pregação do Evangelho com o compromisso com os marginalizados. As assembleias do CEI, como as de Nova Délhi (1961) e Uppsala (1968), enfatizaram que a evangelização deve andar de mãos dadas com a luta pela justiça social.
A Missão nos Seis Continentes: Com a descolonização da África e da Ásia no século XX, o CEI reconheceu que a missão cristã não era mais apenas “do Ocidente para o resto do mundo”, mas uma vocação global. A Conferência Missionária de San Antonio (1989) reafirmou que a Europa e as Américas também eram “terras de missão”, desafiando a ideia de que apenas as regiões do Sul global necessitavam de evangelização.
O Diálogo Ecumênico e Inter-religioso
O CEI tem promovido encontros de diálogo entre diferentes tradições cristãs e entre religiões distintas, como o judaísmo e o islamismo. Em 1972, a Conferência de Bangkok destacou a necessidade de um compromisso missionário que respeite as culturas locais e valorize o diálogo com outras religiões. Na Assembleia de Canberra (1992), o CEI denunciou as injustiças do sistema econômico global e pediu maior engajamento das igrejas em defesa dos pobres e dos povos indígenas.
Desafios e Críticas ao CEI
Apesar de seu impacto positivo, o CEI também enfrenta desafios e críticas. Algumas denominações evangélicas conservadoras argumentam que o Conselho tem priorizado demasiadamente as questões sociais em detrimento da evangelização tradicional. A Declaração de Lausanne (1974), liderada pelo movimento evangélico, enfatizou que a missão cristã deve focar principalmente na conversão individual e na proclamação explícita do Evangelho, em contraste com a ênfase do CEI na transformação social.
Além disso, algumas igrejas pentecostais e católicas demonstram reservas em relação ao ecumenismo promovido pelo CEI, temendo que o diálogo teológico possa comprometer doutrinas fundamentais.
Análise final
O Conselho Ecumênico de Igrejas tem sido um agente fundamental na promoção da unidade cristã e no desenvolvimento da missiologia contemporânea. Seu trabalho demonstra que a missão cristã vai além da evangelização tradicional, abrangendo também a Justiça Social, o diálogo inter-religioso e o testemunho da fé em contextos diversos. No entanto, o CEI continua a enfrentar desafios teológicos e eclesiológicos, especialmente no diálogo com tradições cristãs que têm um entendimento diferente da noção de missão.
Para estudantes de Teologia e Missiologia, compreender a atuação do CEI é essencial para uma visão ampla da missão cristã no século XXI, onde a evangelização precisa dialogar com as realidades sociais e culturais do mundo contemporâneo.
Referências
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